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mar 04

MOTOCICLETAS – TURMA DO BATATA

Em 2003, numa festa de casamento, juntamos alguns amigos e resolvemos fazer um passeio de moto no dia seguinte pela manhã. Nascia aí, a “TURMA DO BATATA”. Devo esclarecer que Batata é meu apelido.
O que aconteceu a partir daí foram passeios pelo Brasil e pelas Américas: Tiradentes, Serra Negra, Brotas, São Paulo, etc,no Brasil, além de Chile, Argentina, Uruguai e Estados Unidos (Rota 66).
Foi legal constatar que a quase totalidade dos meus amigos tinham moto e que na verdade faltava uma liderança para que formássemos um grupo com uma idéia comum, MOTOCICLETA.
A grande sacada da Turma foi incluirmos em todos nossos passeios ou encontros, nossas esposas ou namoradas. As que ainda tinham alguma restrição às motocicletas, hoje são nossas maiores incentivadoras.
Este pequeno relato para dizer que somos: amigos, casais, com famílias, filhos, netos e que portanto temos que nos preocupar muito com a segurança.

Antes de iniciarmos nossas viagens, temos reuniões para discutirmos aspectos de segurança tais como: nossa segurança, segurança das motos e das estradas que iremos percorrer. E é sobre isto que falaremos a partir de agora.

Para que possamos ilustrar, usaremos a viagem efetuada entre São José do Rio Preto, São Paulo, minha cidade e Tiradentes em Minas Gerais.

TRAJETO:
Ao definirmos o trajeto da viagem nem sempre vamos pela menor distância, mas pela estrada mais segura. Para Tiradentes, poderíamos escolher entre os trajetos: São José do Rio Preto, Olímpia, Barretos, Franca, Lavras e Tiradentes, com aproximadamente 702km e São José do Rio Preto, Araraquara, Campinas, Itapeva, Cambuí, Lavras e Tiradentes, com 828km. A rota escolhida foi a mais longa porque teríamos somente pista dupla.
Definido o trajeto, escolhemos os lugares para possíveis paradas. Para tanto temos que atender a autonomia das motos e o capacidade física do pessoal. Sempre escolhemos parar a cada hora ou hora e meia. Andar a noite só em situações especialíssimas ou nunca, se possível.

AS MOTOS:
Não existe uma recomendação geral, visto que em nosso grupo existem motos de todas as cilindradas e marcas, a não ser as recomendações de praxe, tais como: calibragem dos pneus, verificação das luzes, sistema elétrico, óleo do cárter e do freio, etc, ou seja, uma pequena revisão a cada viagem. É muito importante que o motociclista conheça sua moto e tenha noções básicas de mecânica e elétrica. Temos por hábito e a título de brincadeira, perguntar a cada um se ele sabe a pressão necessária aos pneus de sua moto. Você conhecendo sua moto, saberá a capacidade de carga da mesma. É muito comum em viagens como a de Tiradentes, as esposas comprarem coisas impossíveis de serem carregadas nas motos, seja pelo peso ou tamanho.

MOTOCICLISTAS:
Falaremos de equipamentos para frio e calor, assim como para chuva.

O capacete além de resistente, tem que ser exato para sua cabeça; capacete grande pode escapar da cabeça e pequeno causará sério desconforto.
Para os dias de frio, não se esqueça de ter consigo uma “balaclava”, ou seja, um protetor para a cabeça igual aos que você vê nos pilotos de corrida. Tenha também um protetor de pescoço de lã que irá protegê-lo daquele “ventinho” na nuca. Estes equipamentos você adquire em qualquer loja de moto a preços muito atraentes.
Luvas, muito embora sejam desconfortáveis de se usar, dão uma proteção importante para os dedos e as mãos, principalmente em motos que não tem protetores para as mãos nas manoplas.
As melhores blusas e calças, ao contrário do que muitos pensam, não são as de couro e sim as especiais para moto. Hoje temos blusas e jaquetas em tecidos especiais, com proteção para as costas, ombros e cotovelos. A tecnologia existente também nos permite ter jaquetas muito resistentes e especiais para o verão. São muito bem ventiladas e nos permite uma viagem muito agradável e segura. Assim também são as calças de boa qualidade, todas com proteção para os joelhos. Um conjunto de calça e jaqueta de boa qualidade não é muito barato mas o investimento compensa pela segurança que nos oferece. Não é necessário se preocupar com o frio ou chuva quando se tem um equipamento de boa qualidade porque ele é impermeável e tem blusas internas que podem ser adicionadas às jaquetas quando necessário para chuva ou frio.
As botas de cano médio ou longo, são as ideais porque protegem o tornozelo e as pernas. Ao escolher a sua não se esqueça que a forração interna da mesma, se não for de boa qualidade te deixará “coçando” a perna por umas boas horas. Não se esqueça também de examinar o zíper e se tiver alguma dificuldade em fechá-lo por ele ser do lado de fora da bota, existem botas com o zíper do lado de dentro, o que facilita muito, visto que normalmente as calças são muito duras e desconfortáveis. Assim como a jaqueta e a calça, a bota também deve ser impermeável.


Finalizando, não se esqueça que o peso da bagagem deve ser compatível com a moto e que ele deverá ser distribuído igualmente entre as bolsas .

Um abraço e boa viagem.

NELSON DE FREITAS JUNIOR

· Rua Thessalônico Barbosa, 300
· São José do Rio Preto – SP
· CEP 15035-560

MOTO: BMW R 1100 RT

· Engenheiro Civil
· EX –
Presidente do Rotary Club São José do Rio Preto
Professor da Universidade de Uberlândia
Professor do Curso Objetivo
Diretor da Associação Comercial e Industrial de SJRio Preto
Tesoureiro do Rio Preto Automóvel Clube
Diretor do Centro Incubador de Empresas de SJRio Preto
Curador da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto